Sou negra como à noite!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Divulgando

Itaú Cultural

convida

Suzana Tavares,

Gostariamos que você conhecesse o projeto de seleção de ensaios literários do programa Rumos Itaú Cultural Literatura 2010-2011. Este programa está com um edital aberto e as inscrições foram prorrogadas para 13 de agosto de 2010. Veja, abaixo, informativo com prazos, características, link para o regulamento e prêmios.

Solicitação: Se o assunto for da sua área de interesse, por favor, nos ajude a ampliar a divulgação deste projeto. Publique, por gentileza, o informativo abaixo no seu blog e divulgue para seus alunos, colegas e rede social. O objetivo é que o maior número de pessoas interessadas em Literatura Brasileira Contemporânea a partir dos anos 1980 tenham oportunidade de participar deste programa de incentivo que inclui atividades de formação, ampliação de rede relacionamento, apoio financeiro e publicação dos projetos selecionados. Desde já, agradecemos a sua importante coloboração na divulgação.

Grato pela atenção,

Luiz Pedreira Jr

Itaú Cultural
Comunicação Dirigida

itaucultural@comunicacaodirigida.com.br

Tel 11 3881-1710
11 8405-4664

Para os amantes da literatura


Abertas as inscrições para o edital RUMOS ITAÚ CULTURAL LITERATURA 2010-2011


Em sua quarta edição, o programa Rumos Literatura é dirigido aos interessados em desenvolver textos reflexivos sobre literatura e crítica literária brasileira contemporânea. A novidade desta edição é a possibilidade de estrangeiros, residentes fora do Braisl, também se inscreverem. O programa busca colaborar no desenvolvimento de potencialidades ao estimular a formação do interessado em literatura na ampliação de sua rede de relacionamentos intelectuais e profissionais e, posteriormente, lançar e divulgar uma publicação com sua produção autoral.

O programa Rumos Literatura 2010-2011, conta com o apoio da Anpoll - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e em Lingüística (http://www.anpoll.org.br/site/) e da ABRALIC - Associação Brasileira de Literatura Comparada (http://www.abralic.org/).

O edital está dividido em duas categorias:

1. Produção Literária, para projetos de ensaio que tratem de um tema relativo à produção literária brasileira a partir do início dos anos 1980.

2. Crítica Literária, para projetos de ensaio sobre a produção crítica na literatura brasileira realizada a partir do início dos anos 1980.

Importante: o interessado não precisa escrever o ensaio final, apenas o projeto que será desenvolvido em 2011, conforme consta no edital.

Prazo de inscrições: foram prorrogadas até 13 de agosto de 2010.

Público alvo: todas as pessoas interessadas nos temas propostos pelo edital, independente do nível escolar e segmento de atuação profissional.
Leia o edital completo, regulamento, prêmios e saiba com se inscrever na página

Dentre os prêmios, os selecionados receberão apoio financeiro mensal e remuneração referente ao licenciamento dos direitos autorais do trabalho concluído e aprovado.


Acompanhe as notícias, entrevistas e comentários sobre o programa Rumos no blog http://rumositaucultural.wordpress.com

Contamos com a sua inscrição e boa sorte!

contato: Luiz Pedreira Jr
Itaú Cultural
Comunicação Dirigida
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br


Tel 11 3881-1710 ou 11 8405-4664

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Resenha do São João



Cheguei na cidade de Santo Antonio de Jesus-Ba dia 22 e só retornei dia 03 de julho depois de dois dias de adiamento total de 11 dias de férias para meu juízo que andava trabalhando certo demais. Bom! Foi um São João danado de bom e porque não dizer até lindo.

Festa junina regada a muita birita tipo: cerveja, whisky, ice e pouco licor passei mal com um licor de jenipapo as vésperas da viajem que nem quis conta com essa água suja. Comida típica de tudo um pouco até crustáceos, afinal minha prima trabalha-mora em um restaurante de frutos do mar Bar da Carminha e tome caranguejo, lambreta, pitu, camarão, siri e tudo que eu via sair para os clientes, virei ajudante de cozinha (acreditem se quiser) lavava mais os prato e, é claro, sempre com uma garrafa de cerveja do lado acham que eu iria fazer isso de cara? Sou preta mais não nasci para a cozinha, lógico que eu só ia ajudar minha prima para atacar a frízer.

Dia 23 começou a festa só sei que a principal atração foi Zezé di Camargo e Luciano que vi muito rapidamente e com a visão turva de tanta cerveja e ice, fiquei mais lá fora “ajudando” minha prima a vender as bebidas, pois bem, voltando um pouquinho antes de ir à festa peguei um moto táxi (transporte principal da cidade) e acabei me engraçando com o motociclista o papo começou pelos cabelos porque não queria colocar o capacete devido ao auto grau de laker que já tinha preferido no meu black para ficar duro sem mover uma palha e não baixar o cabelo, só me recordo que ele também disse que tinha um black, percebi as trancinhas debaixo do capacete aí chegando no destino ele tirou o capacete e me mostrou seu rosto e seu inicio de rastinha aí me apaixonei viramos Sansão e Dalila o cabra ficou de voltar para tomarmos uma e não é que voltou? Juro que nem esperava aí já viu! Larguei meu posto e tomei rumo com ele e só apareci na casa de minha prima um dia depois.

O nome dele é Jailton, mas apelidado como Nil ou Tio o porquê não perguntei, 25 anos, estatura média, franzino, olhos cor de mel, pele clara mais não o vejo como branco, estado de espírito calmo e de natureza complexa, romântico, charmoso até na voz, simpático, carismático com todos, brincalhão, vivido, homem de caráter e bom de cama, nooooooossa tá bem na fita o cara! Conheci na primeira noite da festa e não desgrudamos mais parecia até que já nós conhecíamos a um tempão, dormimos juntos e no dia seguinte logo pela manhã fomos para a roça com os primos dele e o meu São João doido de sempre começou: muita droga licita e ilícita, animação, palhaçada, forró, pagode, sertanejo, azaração desastrada, mancada, gargalhada, gente caindo de moto e enfiando a cara na cerca de arame farpado, pelo menos a minha queda foi no asfalto e só ralei um pouquinho o braço esquerdo, enfim uma viajem bem legal cheia de contos e encantos nem imaginava que seria tão bom!

De quatro dias de festa só fui dois já não aguento mais tanto pique, estou igual a seleção brasileira morrendo no meio do caminho - que vergonha perder de virada 2x1 para Holanda o suco em questão era de espinafre e não de laranja. Passei um dia na roça do meu primo visitando a parentada, passeando de moto e bebendo muito, é claro! O melhor da roça é ficar no bar à noite dançando forró, comendo carne na brasa e dando risada.

É inacreditável como a paisagem verde e cheiro de capim molhado meche no nosso psiquê, fez tanto redemoinho que desistir de viajar para fazer uma despedida com Nil no meu do mato um fato que marcou, pois nunca fiz. No fim da tarde fomos fazer amor no pasto quando chegamos até parou de chover o orí dele (Odé) nos deu essa façanha, paisagem linda embaixo da mangueira com direito a peruana e licor misturado com energético, até um filhote de gafanhoto posou na minha barriga fiz um pedido estou tão desacreditada que tinha que ser um filhote mesmo para renovar esse sentimento em mim, então que tudo reinasça axé. O pôr do sol encantou esse momento lindo, mágico, no caminho vaga-lumes a quanto tempo não via essas luzinhas que lembrou minha infância no interior quando saia à caçar. Na nossa ultima noite juntos ele me presenteou com um poema:

Qual oito que terce o infinito

Qual preta café incandescente.

Esculpida a esmero, brilha quanto a tala

do capim que descansa nobre à mangueira

que ao encanto do amor testemunhou.

Voa leve infinito absurdo brinda à vida

nua da preta café insaciável.


Jailton A. Santos em 01 de julho de 2010. Poema de mesa de bar


Dormimos mais uma noite juntos em um sitio lá no bairro do Bem fica, muita chuva e lá pelas 16h ele me levou para a casa da minha prima e foi a ultima vez que o vi. No dia seguinte atravessei o mar de volta à Salvador sábado, 03 de julho.

Iria escrever sobre mais coisas mais acho que esse final ficou incrível não vou por mais nenhuma linha.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Pé na estrada

"São joão, são joão acende a fogueira do meu coração"



Vou como sempre para Santo Antonio de Jesus  terra de minha mãe, viajem de São João que faço há 10 anos e é sempre danado de  bommmm quantas já aprontei por lá (quem souber morre)  e este ano há de ser melhor. Irei rever toda a parentada, sair de casa em casa para dá o ar da minha presença e é sempre a mesma ladainha - como vai sua mãe, porque ela não vem aqui? Tomar muito licor, comer amendoim e queijo cunha, dançar forró é claro, me brenhar na roça e sabe-se lá o que me espera será que é o bicho papão??


Bom 2010 tá aqui e me vou pretendendo ter mais um são joão  historico com muita azaração, pinga e diversão e a proposito vou dá uns pega em um primo meu de 3º grau descobrir ano passado que tenho primos negros bonitos, começei mais não terminei. Viva o São João!!!!!!!!! 


terça-feira, 25 de maio de 2010

Saudado nossa mãe!!


Esses versos africanos

choram sim nossa terra

que um dia deixámos

a terra que tanto amamos...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nosso Rei!!

Somos umbuntu (eu existo porque você existe)




Zumbi dos Palmares, cuja morte, em 20 de novembro de 1695, motiva a celebração, em todo o país, do Dia da Consciência Negra, foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país.

Segundo cronologia publicada na página da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão ligado à Presidência da República, Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares (AL). Ali, devido às condições de díficil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas

Afirma-se que o quilombo (termo derivado de língua da região de Angola) era chamado pelos portugueses de República dos Palmares, nos documentos da época, e termos como mocambo foram posteriormente utilizados no sentido pejorativo. O quilombo era composto por várias aldeias, de nomes africanos, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche, indígenas, como Subupira, ou Tabocas, e portugueses, como Amaro. A capital era Macacos, termo de origem incerta (pode ser português ou corrutela do banto macoco).

Zumbi nasceu livre, em Palmares, provavelmente em 1655, e, segundo historiadores, seria descendente do povo imbamgala ou jaga, de Angola. Ainda na infância, durante uma das tentativas de destruição do quilombo, ele foi raptado por soldados portugueses e teria sido dado ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo (hoje, em Alagoas), que o batizou de Francisco e ensinou-lhe português e latim. Aos dez anos tornou-o seu coroinha. Com 15 anos, Francisco foge, retorna a Palmares e adota o nome de Zumbi - termo de significado incerto. O nome de Zumbi apareceu pela primeira vez em 1673, em relatos portugueses sobre a expedição chefiada por Jácome Bezerra, que foi desbaratada pelos quilombolas.

Aos 20 anos, Zumbi destacou-se na luta contra os militares e aos 25 anos, torna-se líder do quilombo.

Ao longo da vida, Zumbi teria tido pelo menos cinco filhos. Uma das versões diz que ele teria se casado com uma branca, chamada Maria. Ao longo de seu reinado, Zumbi passou a comandar a resistência aos constantes ataques portugueses.

Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho, uma espécie de mercenário da época, comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas. O quilombo foi sitiado e só capitulou em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadem o principal núcleo de resistência, a Aldeia do Macaco.

Ferido, Zumbi foge. Baleado, ele teria caído de um desfiladeiro, o que deu origem à história de que teira se suicidado para evitar a prisão. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. Em 20 de novembro do ano seguinte, depois de ser traído por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado pelas tropas portuguesas.

Preso, Zumbi é morto, esquartejado, e sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente. Entre outros objetivos, o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados do litoral de que o líder quilombola era imortal.

Rumo à liberdade

África


A verdade, hoje em dia, acerca da África, é animadora. Pelo terceiro ano consecutivo, África está na agenda dos G8. O progresso dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio está a ser registado por cada vez mais organismos, para monitorizarem o decorrer do processo e o continente africano está cada vez mais no olhar público em todo o mundo.

Não se pode negar que também se notou o uso excessivo e abuso de poder em países como Angola, Sudão, Guiné Equatorial, Quénia e Nigéria em casos bem documentados por organismos internacionais (realçado na imprensa sensacionalista e espectacularmente omitido na imprensa chula). Nem se pode negar que vários actos de tortura e chacina foram perpetrados neste continente no ano passado. Também é verdade que foram perseguidos jornalistas, foram violados direitos de mulher e foram ignorados direitos humanos em vários países no continente africano entre 2006 e 2007. Todas estas histórias estarão a mais na imprensa sensacionalista e a menos (ou risivelmente ausentes) no tratamento cosmético da imprensa chula.

Porém, há cada vez mais africanos a tomarem as rédeas do destino nas suas mãos, cada vez mais africanos a sentirem a necessidade de voltar ao seu continente e comprometer-se no processo de construir nações, mesmo que isso envolva sacrifícios pessoais.

Já vão longe os dias em que potências coloniais pudessem saquear os recursos da África impunes, longe vão os dias em que órgãos de notícias ocidentais pudessem subornar os africanos a perpetuarem a sua vida, como sanguessugas.

O continente africano começa a respirar, começa a ganhar uma noção de responsabilização colectiva, rumo a uma senda de desenvolvimento em conjunto. Ao contrário de muitas regiões do nosso planeta, na África a noção de colectividade é sentida e não cosmética e é precisamente esta maneira de ser que irá silenciar os críticos da África e relegar à insignificância aqueles que fazem seu jogo ao custo dos africanos (ou dos gestores que foram subornados para sustentar entidades ocidentais, e diga-se desde já que estes gestores são traidores do continente africano e muito fáceis de idenificar).

É que hoje em dia, e felizmente, podemos afirmar que aqueles que fazem jogadas ao custo dos africanos (ou outros) têm os dias contados.

Fonte: Timothy BANCROFT-HINCHEY



PRAVDA.Ru

terça-feira, 18 de maio de 2010

Seja bem vindo ao mundo virtual (Akuê-ô)

Identidade Black


Bom o Identidade Negra da Uol http://www.identidadenegra.zip.net/  teve que chegar ao fim por questões de armazenamento, acabou o espaço da conta, então dei a luz a este blog novinho Identidade Black que trocando em miúdos pode até ser melhor, mas terá o mesmo propósito da celebração da negritude, contestação e é claro ressignificação da cultura do povo negro...O antigo veio ao ar no mês da Consciência Negra e este chega ao mundo virtual no mês em que se "celebra" o fim da escravidão o dito cujo do 13 de Maio, pois bem, já chego fazendo alarde e dando banana para esta data que não representa nada para nós. Vamos ressignificar este mês, afinal também se comemora o dia da África e esse ano a Copa do Mundo é nossa!! Parabéns mãe ÁFRICA!!!!

Quebrem as correntes!!